Esmeralda Cor-de-Rosa na Marinha Grande

Carlos Reys lança o romance “Esmeralda Cor-de-Rosa”

De Jornal da Marinha Grande (Artigo de Adriano Paiva)

O conhecido artista plástico Carlos Reys, que nascido na Figueira da Foz virou marinhense, acaba de lançar um livro, ou melhor, um romance a que deu o nome de “Esmeralda Cor-de-Rosa” numa edição da Papiro Editora do Porto.

A apresentação pública do livro ocorreu no passado sábado, 19 de Novembro, no Museu Joaquim Correia onde o artista expõe também obras da sua autoria em desenho e pintura, denominada “Mulher, cavalo e árvore”, perante uma vasta plateia de amigos e amantes da sua obra plástica e ansiosos por descobrir a sua nova faceta de escritor e logo de romance.

Inaugurada que foi a exposição de pintura e desenho, com palavras de Sérgio Bento, Cidália Ferreira e do próprio autor, na sala da exposições do Museu, o cenário do lançamento do livro mudou para o espaço onde estão expostas as grandes obras escultóricas em gesso do professor Joaquim Correia, que dá o nome ao Museu, espaço magnífico para a realização de eventos culturais, onde se respira arte por todos os lados.
Cidália Ferreira, vereadora da Cultura do município marinhense, teceu rasgados elogios ao autor do livro, que teve o prazer de ler antecipadamente, o mesmo acontecendo a Sérgio Bento que fez referências peculiares à obra.

Por seu turno, Ana Reis, filha do autor, leu uma comunicação de Alice Marques. Depois foi o diálogo entre o autor e a plateia acerca da obra, não tão profunda como se esperava. E isto porque grande parte dos presentes não tinha lido o romance em questão. Lembramos que a primeira apresentação, através da Papiro Editora ocorreu em 22 De Outubro no Casino da Figueira da Foz. Mas, mesmo assim, foi um diálogo interessante que rematou com a declamação, por Ana Reis, do poema “Se” de Rudiard Kipling numa tradução de Felix Bermudes. O autor de “Esmeralda Cor-de-Rosa” que neste romance alude ao poema (e que na juventude o empolgou) fez questão de incorporar uma fotocópia nos exemplares autografados.

Exposição Museu Joaquim Correira na Marinha Grande

Carlos Reys vai expor no Museu Joaquim Correia na Marinha Grande os temas Cavalo, Mulher e Pinheiros Serpente de São Pedro de Moel assim como algumas obras de colecções privadas dos anos 70, 80 e 90.

A exposição inaugura dia 19 Novembro às 16 horas, juntamente com a apresentação do livro Esmeralda Cor-de-Rosa, ficando acessivel a todos os interessados até Janeiro de 2012.

Deixamos aqui uma foto de ante-estreia da Exposição.

Artigo de opinião sobre Esmeralda Cor-de-Rosa

João de Barros (parecer sobre Esmeralda Cor-de-Rosa)

Após ter vindo a percorrer há uns bons anos, diga-se que com reconhecido sucesso, o caminho das artes plásticas, quer através do desenho, quer pelo estilo muito próprio, e não menos invulgar, de pintura, Carlos Reys mergulha agora no complexo e ingrato universo da literatura. E não se fica por pouco: abalança-se, logo para começar, com “Esmeralda Cor-de-Rosa”, um romance recheado de personagens muito interessantes cujas vivências se entrelaçam num curioso e admirável enredo ficcionista que surpreende, entusiasma e seduz. Frase-a-frase; parágrafo-a-parágrafo; capítulo-a-capítulo, o leitor é preso por uma narrativa de compreensão simples – mas não simplista – no afã de desvendar qual virá a ser na verdade o destino de Sara, de estranhos olhos verde-esmeralda, e a sua interdependência com o padrinho o erudito e magnânimo Guilherme Esteves. A sensual e provocante Esmeralda Cor-de-Rosa segue o percurso e tem o fim igual ao de muitas das mulheres que adoptam para si um modo de vida semelhante. À sua maneira, foi feliz…

No romance – que afinal perpassa temporalmente as três repúblicas portuguesas – o autor aflora ainda as mutações políticas e sociais que nesse período ocorrem no País, na Europa e no Mundo, assim como lembra que as vidas têm também o seu lado de felicidade, sensualidade – por vezes descrita numa vernácula e atrevida linguagem – e, sobretudo, bastante amor em todas as dimensões e vertentes da espécie humana. É, em suma, uma história ficcional repleta de tantas estórias, que nos relatam sonhos desfeitos, outros concretizados; é um livro cuja aliciante leitura, sem favor, se recomenda.

Carlos Reys é meu conterrâneo, foi meu vizinho próximo, brincámos e crescemos juntos, estudámos, ainda que em áreas diversas, no mesmo estabelecimento escolar, mas nos finais dos anos cinquenta seguimos diferentes caminhos. Estivemos mais de cinquenta anos sem nos vermos. Sem grande surpresa, aparece-me agora o meu bom e velho amigo com este novo empreendimento – o da escrita –, e digo sem surpresa porque já de muito novo o Carlos, dentre todos nós, seus vizinhos e companheiros, era o que mais revelava certa desenvoltura e inclinação descritiva. Aí está o resultado!

Todavia, o cometimento cria-lhe a partir de agora uma outra grande responsabilidade: a de não se ficar por aqui. Por isso, quedamo-nos todos à espera de novo projecto.

São estas as simples e modestas palavras que, com um afectuoso abraço deixo ao Carlos como autor do seu curioso e atractivo romance “Esmeralda Cor-de-Rosa”.

João de Barros

Esmeralda Cor-de-Rosa

A Papiro Editora vai promover, dia 22 de Outubro pelas 18h00, o lançamento do livro “Esmeralda
Cor-de-Rosa” da autoria de Carlos Reys, no Casino da Figueira, Figueira da Foz.
Quem tem ideais na vida terá, certamente, um ou mais mentores que como faróis, lhe indicarão rumos certos de rota e escolhos a evitar. Raramente o mentor será um modelo de conduta tão abrangente que se ajuste a todas as facetas da vida. Assim podemos ter mentores no campo da vida familiar, da vocação profissional, da vida artística, da vida amorosa e até na vida religiosa.
O autor, Carlos Reys, adaptou um mentor ficcional, Guilherme Esteves, que o terá inspirado para a vida e
que ele escolheu como personagem condutor de uma saga de pessoas que preenchem o tempo que vai do após a Primeira Guerra Mundial até aos nossos dias e cujas existências vão colorir uma cidade portuguesa, banhada por um rio que é fonte de sustento e de evasão de um Portugal oprimido até à libertação do 25 de Abril de 1974. Não sendo um livro histórico o retrato das personagens que o habitam é pelas suas características uma referência da sociedade média de Portugal do século XX.

Biografia
Carlos Reys é natural da Figueira da Foz – 1937 – onde iniciou os seus estudos e despertou o gosto pelo
desenho. Frequentou o Instituto Superior de Engenharia de Coimbra para complemento dos conhecimentos
técnicos inerentes à sua vida profissional deslocando-se para a Marinha Grande onde está radicado há longos anos.
Licenciado em Design Industrial pelo ISDOM (Universidade Lusófona) trabalha na Indústria de Moldes para
Plásticos. Como designer destacou-se na criação e desenvolvimento do projecto de artigos produzidos no material plástico em grande parte adquiridos para a linha “Regaline” da Companhia Americana Del Rey Plastic Corp. de New York. Desde cedo começou a dedicar-se às Artes Plásticas e a partir dos anos 60 iniciou a sua participação em manifestações culturais na região, através da ilustração de poesia.
Leitor quase compulsivo, Esmeralda-Cor-de-Rosa é o seu primeiro livro.

Autor: Carlos Reys
Nome da Obra: Esmeralda Cor-de-Rosa
Nº Páginas: 186
Género Literário: Romance
Edição: Outubro 2011
PVP: €14,60
PAPIRO EDITORA – Colecção Máquina de Escrever